Opinião

Inovação e empreendedorismo: os ingredientes estão aí

Incubadora Tecnológica Softville cria empresas que se destacam no mercado e conquistam grandes clientes

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Por Ademir Albino Rossi,
Gestor da Incubadora Tecnológica Softville


Muito se tem construído para o crescimento do empreendedorismo e da inovação tecnológica em Santa Catarina. Novos projetos estão aportando nas incubadoras do estado e Joinville não poderia ficar de fora. A iniciativa governamental de reorganizar os polos tecnológicos catarinenses definiu a criação dos Centros de Inovação. São 13 cidades que desenvolvem empresas inovadoras com projetos diferenciados que receberão esses centros. Esses processos são organizados pela Rede Catarinense de Inovação, a RECEPETi.

No rastro desta trilha, estão empresas com projetos diferenciados que usam o espaço da Incubadora Tecnológica Softville para fazer as suas ideias inovadoras saírem do papel e partirem para a prática, conquistando clientes e criando instigantes relações de mercado.

Em Joinville, a Softville busca novas oportunidades de empreendedorismo e de inovação. Mais ainda: quer atrair capitais de risco, através de empresários padrinhos, que acreditam numa nova ideia de um jovem ou, até mesmo, recursos de novos fundos de investimento, como os do programa GeraçãoTEC, por exemplo. Esta iniciativa é voltada para a qualificação de jovens, por meio de linguagens modernas de programação, necessárias para acompanhar o ritmo acelerado das novas tecnologias. A Incubadora Tecnológica Softville atua com entidades mantenedoras e universidades no apoio à sustentabilidade da incubadora, à sensibilização para o empreendedorismo, à gestão, sobretudo em relação à pesquisa, às novas tecnologias e à inovação com foco no mercado global.

A incubadora está com a sua capacidade lotada de empresas residentes: são 34 empresas de tecnologia instaladas, sendo 18 delas na modalidade de residência e outras 16 na modalidade virtual, que permite o registro legal e endereço comercial das empresas na incubadora. As principais parceiras são as universidades Unisociesc, a Univille, a Udesc, o Sindicato das Empresas de Informática (SEPIJ), o Sindicato de Informática e a Prefeitura. Os recursos não são necessariamente em dinheiro. Também vêm através de apoio como o de consultores e estagiários, que ajudam na execução do projeto. Pode acontecer de vir aporte em dinheiro, mesmo que pequeno. Apoio mesmo, só da Prefeitura, capaz de ajudar no desenvolvimento das empresas incubadas.

Neste aspecto, posso afirmar que os ingredientes existem, só falta juntá-los para formalizar as vocações regionais. Na verdade, trata-se da missão de levar as empresas da incubadora ao faturamento de 1 milhão de reais e gerar centenas de empregos, através dela, nos setores de automação, softwares modernos, aplicativos (por conta da questão de mobilidade) e metalmecânico. Isso confirma a estatística mundial das cidades mais inovadoras em TI, como Barcelona, na Espanha, que tem a Universidade de Barcelona, a Califórnia, com o seu Vale do Silício e Massachusetts, também nos Estados Unidos, que possui o MIT (Massachusetts Institute of Technology).

Para isso acontecer por aqui, existem alguns desafios: dar caráter de gestão, o que significa um modelo de funcionamento para conquistar bons resultados através da gestão como um todo, apoiar e acompanhar o desempenho dessas novas empresas. Nos últimos dois anos, as cidades que citei acima foram as que mais inovaram no mundo justamente porque investiram em incubadoras tecnológicas. Na minha opinião, o conhecimento deve estar nas universidades, pois lá serão gerados projetos que poderão virar uma nova empresa. As melhores ideias aportam na incubadora tecnológica: é ali onde nascem produtos, serviços ou processos inovadores que depois ganham o mercado.

Normalmente, a média é de cinco anos para a empresa se consolidar. Se ela conseguir seguir a receita de bolo corretamente, pode estar pronta para o mercado em menos tempo, em dois anos. Porém, precisa estar apta em todos os seus níveis. Já aconteceu de graduarem uma empresa que precisava ficar mais um pouco, recebendo acompanhamento de gestão e depois, graduando-se, seguindo para um parque tecnológico e até mesmo os Centros de Inovação. Portanto, algumas empresas optam por sair antes do tempo e não conseguem decolar. Em momentos importantes em que a incubadora precisava dar um apoio e recursos, a empresa ficou na mão. Atualmente, são graduadas aquelas que conseguem completar uma série de requisitos. O empreendedor precisa saber gerir a empresa de maneira correta, o plano de negócios precisa funcionar. Também é importante mostrar que não adianta bolar um produto que pode ser bom, mas o mercado rejeita. Os compradores que escolhem o produto.

Joinville completa essa cadeia de desenvolvimento tendo um dos maiores projetos implantados de condomínio empresarial multissetorial: o Perini Business Park. A cidade tem um invejável parque fabril e uma nova forma de aportar empresas geradoras de negócios, com produtos de alta capacidade de mercado, modelos de referência em incubadoras (Softville), parques tecnológicos (Inovaparq) e condomínios empresariais existentes em Santa Catarina.

A Softville já realizou e acompanhou ideias de centenas de jovens empreendedores desde 2001. Já viu nascerem boas ideias que se transformaram em empresas de sucesso e, agora, anseia por fazer a gestão dos Centros de Inovação. São alguns cases de sucesso: Voltaica Tecnologia em Sistemas Solares, GATI, YoungArts, SoftExpert, entre outros. Afinal, a Softville não nasceu ontem e tem todo o direito e o gabarito para fazer decolar qualquer ideia em novas empresas inovadoras, promovendo o desenvolvimento tecnológico.