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Softex: sua importância ao desenvolvimento nacional de TI

Ruben Delgado, seu presidente, faz um balanço da instituição

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Ruben Delgado,
Presidente da Softex


A Softex – Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro – é gestora dos programas TI Maior e Softex, considerados prioritários para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Além disso, a Softex, que tem, entre outras entidades do setor de TI, a Fenainfo como membro do seu Conselho de Administração, é responsável pelo programa Brasil Mais TI, desenvolvido pelo MCTI em parceria com o Ministério da Educação. Em 2014, opera também o programa educacional Start-Up Brasil.

Confira a entrevista exclusiva que seu presidente concedeu à revisa TI Maior, na qual fala sobre todos os programas que a Softex comanda e sua importância para o desenvolvimento do mercado de TI brasileiro.

Como o senhor avalia o ano de 2014 para a Softex?

O ano de 2014 foi muito importante para a Softex, com a entidade assumindo a gestão de dois projetos extremamente relevantes para o futuro da indústria brasileira de software e de serviços: o Brasil Mais TI, de estímulo à formação de novos profissionais na área e o Start-Up Brasil, focado na aceleração de empresas de base tecnológica.

Quais foram os principais resultados alcançados pelos programas desenvolvidos pela Softex no ano passado?

São sete as diretrizes principais que pautam o trabalho da Softex: disseminação e auxílio à implementação das melhores práticas em desenvolvimento de software; capacitação de recursos humanos para o setor; auxílio à obtenção de recursos financeiros junto a fontes públicas e privadas; produção e disseminação de informações qualificadas sobre a Indústria Brasileira de Software e Serviços de TI; apoio ao empreendedorismo e à inovação; auxílio para a formulação de políticas de interesse do setor; e apoio à criação e ao desenvolvimento de oportunidades de negócios tanto no Brasil como no exterior.

Na área de investimentos, por exemplo, intermediamos R$ 451,9 milhões em contratações junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e realizamos a pré-avaliação de projetos, buscando recursos através da linha de crédito Prosoft, exclusiva para empresas do setor de TIC. Desde o seu lançamento, em dezembro de 1997, a Softex já intermediou mais de R$ 2,9 bilhões em recursos deste programa.

Sob a gestão da entidade, o programa Brasil Mais TI, que tem por objetivo despertar a vocação e assim estimular a entrada de novos profissionais em um setor considerado estratégico para o país, bateu recordes de acesso, superando 124 mil estudantes cadastrados e mais de 236 mil cursos concluídos.

Temos ainda outros resultados que refletem o nosso esforço em prol do fortalecimento da indústria brasileira de software e serviços de TI. Na área internacional, realizamos ao longo do ano passado 32 ações voltadas para a promoção das exportações pelas empresas do setor. Nos últimos nove anos, as iniciativas desenvolvidas pela Softex contribuíram para um incremento superior a US$ 1,3 bilhão em vendas para o exterior. Hoje, de cada US$ 4 exportados em TI, US$ 1 provém de programas conduzidos pela entidade, com um claro impacto positivo na balança comercial nacional.

Outro importante resultado que faço questão de destacar aqui envolve o Programa MPS.BR – Melhoria de Processo do Software Brasileiro, que em dezembro último superou a marca histórica de 600 empresas avaliadas após uma década de seu lançamento.

O empreendedorismo e a inovação são extremamente relevantes em um setor tão vibrante como o de TI. Que programas a Softex desenvolve para estimular essas duas áreas?

A história da Softex está diretamente ligada à disseminação do conceito de empreendedorismo, da cultura de planejamento de negócios e da inovação nas pequenas e médias empresas do Brasil com o objetivo de fortalecer a competitividade das companhias nos mercados nacional e internacional.

No ano passado, realizamos a primeira edição do programa TI de Impacto, com a participação de 45 empresas. Nosso objetivo foi promover o desenvolvimento de estratégias de inovação nessas organizações, oferecendo subsídios indispensáveis para a construção de uma indústria mais robusta, altamente criativa e capaz de atuar globalmente.

A partir do segundo semestre, assumimos a gestão do Start-Up Brasil – Programa Nacional de Aceleração de Startups. Ele integra o TI Maior, que elegeu a TIC entre os programas prioritários para impulsionar a economia brasileira.

Em dois anos de execução, 2.223 empresas se inscreveram nas três primeiras edições do Start-Up Brasil. Nas turmas 1, 2 e 3 foram apoiadas 140 startups nacionais e de mais 11 países.

De que forma a Softex está envolvida no Programa TI Maior?

Além de participar de sua formatação, desde abril do ano passado a Softex é responsável pelo gerenciamento da execução do Programa TI Maior, que tem como base cinco pilares: desenvolvimento econômico e social, posicionamento internacional, inovação e empreendedorismo, produção científica, tecnológica e de inovação, além da competitividade.

Trata-se de uma missão da maior importância e que está em total sinergia com os objetivos da entidade de contribuir para o fortalecimento da indústria nacional de software e serviços de TI, atuando no sentido de ampliar a presença brasileira neste segmento junto aos principais mercados internacionais.

O papel da Softex é colaborar de forma a potencializar programas e projetos que desenvolvam os ecossistemas do TI Maior, apoiar e promover a inovação, a ampliação da competitividade e do empreendedorismo no setor, estimular a produção de aplicativos, de conteúdos digitais e de economia criativa, promovendo a realização de estudos de inteligência e entendimento das dinâmicas tecnológicas e de mercado da cadeia de software e serviços de TI para apoiar o processo de tomada de decisões.

Qual é o cenário projetado pela Softex para o setor de software e serviços de TI em 2015, tanto no Brasil como no exterior?

 

Somos sempre otimistas e a razão de nosso otimismo reside na transversalidade de nossa indústria. Acreditamos ser fundamental a busca constante pelo aumento da competitividade. Por isso, incentivaremos cada vez mais nossas empresas a desenvolverem soluções inovadoras para tirar proveito do diferencial competitivo de outras áreas.

Além do programa TI Maior do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), realizamos outros projetos com o governo e, para nós, 2015 será um ano de aproximação efetiva com entidades representantes de outras cadeias produtivas.

Da mesma forma, também estamos otimistas em relação às nossas empresas, pois entendemos que temos muitas competências e disposição para crescer. O Brasil continua sendo um enorme mercado consumidor de TIC e organizações de todo o mundo têm o nosso país como foco de seus investimentos. Isso projeta a possibilidade de que companhias brasileiras entrem no mercado global e consigam investimentos de fundos internacionais. Outro ponto que será tratado pela Softex com muito vigor ao longo deste ano refere-se aos produtos e serviços envolvendo Cyber Defesa e assuntos como Internet das Coisas (IoT), Big Data, cidades inteligentes e a produção nacional de componentes e de software para IoT. Por tudo isso, em nossa visão, 2015 será o ano da consolidação da competitividade da indústria brasileira de TICs.