Case de Sucesso

Centro de TI da Ericsson contabiliza 40 patentes

Polo de TI em Indaiatuba, Santa Catarina, é referência de benefícios da Lei de Informática

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Um dos exemplos de centros de pesquisa e desenvolvimento beneficiados pela Lei de Informática é o Centro de Inovação e TI da Ericsson, sediado em Indaiatuba, em São Paulo. Desde 2001 em funcionamento na região metropolitana de Campinas, o programa de desenvolvimento contabiliza cerca de 40 patentes registradas no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), sendo grande parte delas resultado dos projetos de pesquisa em parceria com universidades brasileiras, como a Universidade Federal do Pará, a Universidade Federal de Pernambuco, a Universidade Federal do Ceará, a PUC-RJ, a USP e a Unicamp.

Um exemplo recente de pesquisa que está sendo feita no país e que trará benefícios em alguns anos é o desenvolvimento da tecnologia 5G. Em parceria com a Universidade Federal do Ceará, a Ericsson espera incorporar esse conjunto de tecnologias à próxima geração de sistemas celulares até 2020. O diretor de inovação da Ericsson para a América Latina, Edvaldo Santos, explica como está sendo desenvolvido esse trabalho para a evolução dos celulares. “O processo é longo e começou há vários anos. As primeiras versões de padronização internacional estão previstas para 2018. Seguirão o desenvolvimento de produtos e soluções comerciais, que devem começar a operar nos mercados mais avançados em torno de 2019 ou 2020. No Brasil é difícil precisar, mas estimamos que será nesse período, talvez um ou dois anos depois”, diz o executivo.

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Edvaldo Santos

Segundo a Ericsson, o volume de investimentos nesses 14 anos de existência do Polo de TI em Indaiatuba ultrapassou R$ 1 bilhão na área de pesquisa e desenvolvimento no Brasil. Toda essa aplicação de verba foi introduzida em produtos e soluções vendidas pela Ericsson em todo o mundo, sendo fruto de pesquisas e desenvolvimento realizados no país, portanto, considerado como exemplo de exportação pela diretoria da Ericsson. Atualmente, são aproximadamente 26 projetos em andamento na área de desenvolvimento e pesquisa centralizados no Centro de TI da Ericsson, com destaque para o desenvolvimento da plataforma SW, que envia propagandas em dispositivos móveis através de páginas web, além de conteúdos via SMS e MMS. Essa tecnologia é utilizada no Brasil e em países da América Latina.

Outro exemplo considerado importante pela empresa é o programa de bilhetagem e mediação, que tem o objetivo de integrar os sistemas de cobrança e geração de faturas com a tarifação em tempo real através de dispositivos móveis. Já na área de pesquisa, recentemente existem as tecnologias de redes e virtualização, linhas de pesquisa em 5G, small cells, “redes densas” e segurança, todas apostas da Ericsson para os próximos anos. “Um projeto de destaque em relação à transformação de produção científica em inovação aplicada foi o projeto de cooperação entre a USP e a Ericsson na área de saúde, o que resultou num aprimoramento do produto Mobile Health da Ericsson com uma solução para autenticação, privacidade e segurança de última geração desenvolvido pela USP. O projeto recebeu premiação pela A Rede (Tecnologia para Inclusão Social) e está em uso por mais de 100 mil de usuários em São Paulo”, explica Edvaldo Santos.

Hoje, a Ericsson conta com cerca de 450 profissionais, trabalhando em Universidades e Institutos de Ciência e Tecnologia espalhados por 10 cidades em seis estados brasileiros. Quase todos têm nível superior e aproximadamente 25% são pós-graduados. Na área de pesquisa são 90 pessoas em seis universidades. Edvaldo considera como maior legado do Centro de Pesquisa a formação de profissionais aptos a trabalhar em âmbito internacional com projetos de pesquisa e desenvolvimento de produtos e soluções relacionados às tecnologias de informação e comunicação. “No âmbito acadêmico, a Ericsson contribuiu com seus projetos de pesquisa para a atração e fixação de recursos humanos (pesquisadores e professores) nas universidades, aumentando a qualidade científica, diminuindo desigualdades regionais e promovendo colaboração e intercâmbio internacional”, explica o diretor.

A ampliação dos benefícios tributários até 2029 estabelecidos pela Lei Nº 13.023/14, que ampliou os efeitos da Lei de Informática, é bem vista pelo corpo diretivo da multinacional. Segundo a diretoria da empresa sueca, a aprovação da Lei fortalece e assegura as estratégias de investimentos e o plano de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação para os próximos anos. Santos afirma ainda que a empresa tem o objetivo de ampliar sua contribuição para o avanço do país por meio da atração de projetos globais e regionais em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. “Das oportunidades de aperfeiçoamento da Lei, discutidas em fóruns, destacamos a inclusão de benefícios diretos sobre o custo da mão de obra, não apenas benefícios fiscais ou tributários. Ou seja, de modo geral, a Ericsson está de acordo com as regras da Lei da Informática”, confirma Edvaldo.

A Ericsson vem discutindo atualmente alguns pontos de melhoria na Lei de Informática com o
Ministério da Ciência e Tecnologia, entre as quais a necessidade de regularizar e sistematizar o processo de avaliação dos relatórios de investimentos anuais das empresas submetidas ao ministério. “Este ponto é fundamental para que a empresa possa aprimorar cada vez mais o controle de seus projetos que são submetidos ao MCTI, bem como o plano de investimentos em P&D&I da empresa para os anos seguintes”, diz o diretor.

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Segundo a Ericsson, é preciso expandir as possibilidades do uso de aportes feitos pela empresa no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). “Atualmente, o acesso a este fundo se faz somente através de editais para projetos contratados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep)”, finaliza Edvaldo.