Editorial

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A tecnologia da informação não é mais exclusividade dos computadores. A inteligência digital está em todo lugar. Telefones, geladeiras, iluminação pública, relógios, tênis. Tudo é um potencial armazenador de dados conectados.

Seguindo a onda internacional, o Brasil tem expandido a fabricação de hardware e software, sempre em busca de algo inovador. Porém, os empresários do setor há muito pleiteavam um novo canal para debater temas de interesse político e econômico. E essa é a missão da revista Timaior.

A Federação Nacional das Empresas de Informática (Fenainfo), que congrega sindicatos patronais de TI, tomou a iniciativa de viabilizar esta publicação obedecendo reivindicações de seus associados.

Porém, o objetivo dela não é institucional, mas, sim, abrir as suas páginas para todos aqueles que desejam se manifestar no interesse do desenvolvimento nacional por meio da TI e de suas empresas, gerando empregos qualificados, inovação tecnológica e riqueza para a sociedade brasileira.


TI Maior Em sua primeira edição, a TImaior traz como matéria de capa a discussão da chamada “desoneração”, instituída por decreto governamental. Ansiada e incentivada por grande parte do setor empresarial de TI, a mudança da base de cálculo da contribuição previdenciária, por ser compulsória e não opcional como desejava o setor, teve o efeito reverso em companhias com folha salarial pequena: elas agora estão pagando mais impostos. Além disso, a determinação inesperada do Tribunal de Contas da União de que as instituições públicas revisassem os contratos de TIC resultou em perdas para outras tantas companhias.


A revista mostra ainda que, em dois anos de programa TI Maior, houve avanços, mas que muitas iniciativas ainda caminham a passos lentos. Uma das principais medidas, o Certics só entrou em vigor em janeiro deste ano. Cinco produtos de empresas de TI nacionais já foram certificados e podem concorrer em editais públicos com vantagem de até 25% de valorização ante as concorrentes. Representantes do setor reclamam, no entanto, que a quantidade de recursos destinada às medidas do TI Maior é pequena diante da representatividade da tecnologia da informação para a economia brasileira.


Outra pauta importante é a questão dos parques tecnológicos e das incubadoras do país. As cerca de 400 instituições desse tipo reivindicam projetos mais eficazes do Estado no apoio às suas empresas nascentes. O futuro da tecnologia brasileira está diretamente relacionado ao sucesso delas, como mostra a seção Incubadoras em Pauta. Maurício Guedes, um dos mais importantes atores nesse processo, faz sugestões aos candidatos que concorrerão a cargos nas próximas eleições: “Visitem as incubadoras” é uma delas.

Além disso, dois convidados propõem reflexões sobre a TI no país.


Henrique Faulhaber fala de como o investimento em tecnologia tem impacto direto na indústria, sobretudo por agregar valor e minimizar custos.


Peregrino coluna circulo Fernando Peregrino, por sua vez, trata da “estrangeirização” das empresas brasileiras e o impacto disso na balança de pagamentos do conhecimento.

Fácil de ler, a TImaior é um espaço para discutir e avançar sobre as iniciativas e políticas para a tecnologia da informação, por meio do qual o leitor pode participar interativamente. Portanto, junte-se a nós e boa leitura!

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