Seção Sindicatos

Modernização é a palavra de ordem no Sindicato das Empresas de Tecnologia da Informação de Pernambuco

Presidente do sindicato Gerino Xavier fala sobre novo modelo de gestão participativo e de mudanças no sindicato

comente:

,

Desde o início do ano, o Sindicato das Empresas de Tecnologia da Informação de Pernambuco, o Seprope, deu posse a uma nova diretoria que vem implementando um modelo de gestão moderno e participativo. O presidente indicado tem uma relação de longa data com o setor. Um dos pioneiros na área de TIC no País, Gerino Xavier é diretor das empresas Bisaweb e Mídias Educativas, ambas com sede no Recife e atuação global.

Gerino Xavier sempre atuou politicamente em defesa do setor. Já foi presidente da Assepro-PE e atualmente é vice-presidente de comunicação da Federação Assespro e secretário-geral da Fenainfo. Nesta entrevista ele conta um pouco de sua trajetória e de iniciativas para o Seprope que, inclusive, vai ganhar nome e logomarca novos em breve.

TI MAIOR – Como é encarar mais esse desafio, agora o de assumir a presidência do Seprope?

GERINO XAVIER - Sou movido a desafios. E a experiência de tratar de questões coletivas é sempre muito gratificante pra mim. Principalmente porque as ideias evoluem com muita rapidez. A dinâmica do coletivo é de compartilhamento e os projetos ganham corpo com velocidade. Estamos buscando aqui justamente isso: compartilhamento de experiências com nossos associados. Procuramos iniciativas que colaborem com o crescimento do setor.

ilustraçao-principal

Gerino Xavier – Presidente do Seprope. Foto de Divulgação: Roberto Pereira

TI MAIOR – Como é que se consegue esse compartilhamento?

GERINO XAVIER - Veja bem. Para chegarmos nesse ponto, precisamos nos modernizar. Sempre achei importante a renovação dos quadros das lideranças empresariais do setor. Busco sempre a opinião dos mais jovens, até porque faz todo o sentido. Hoje, se formos levantar uma estatística, a maioria dos empresários que estão no nosso polo de TI são muito jovens. Essa aproximação pode gerar uma sinergia perfeita, é a experiência dos mais antigos com seus modelos já testados e suas práticas de gestão, aliados à oxigenação e ousadia oferecida pelos mais jovens, que conduzem os negócios com velocidade e conseguem enxergar, muitas vezes, soluções simples para problemas de grande complexidade. É isso o que queremos buscar. Na nossa diretoria, por exemplo, temos Pedro Bruere, jovem e bem sucedido empresário que vem se mostrando um grande parceiro.

TI MAIOR – Quais as ações planejadas para esta gestão?

GERINO XAVIER - Dentro dessa estratégia de modernização seguimos uma tendência nacional e decidimos dar uma rejuvenescida na cara da entidade. Estamos mudando de nome. O sindicato vai deixar de se chamar Seprope e passa a se chamar TiPE, que já nasce com uma logomarca colorida, jovial e cheia de boas energias. Também criamos o “Papo no Terraço”, que tem como objetivo reunir, periodicamente, numa espécie de happy hour, os empresários em torno de um tema de interesse comum. Tudo isso num ambiente agradável como a cobertura do prédio onde estamos instalados. Também demos início, em parceria com as regionais do Softex e da Assepro, a uma importante pesquisa conjuntural e que está nos proporcionando uma verdadeira radiografia do nosso setor. Isso nos ajuda a tomar decisões e também a pressionar o poder público, quando for cabível e necessário.

ACONTECEU NO SETOR

Seprope-PE cria projeto “Papo no Terraço”

Com o objetivo de se aproximar cada vez mais de seus filiados, o Sindicato das Empresas de Tecnologia da Informação de Pernambuco criou o projeto “Papo de Terraço”. O nome faz alusão ao teto verde que fica na cobertura do prédio onde fica a sede da entidade, no coração do bairro do Recife, dentro do Porto Digital.

O terraço ao ar livre é o ponto de encontro ideal para proporcionar conversas produtivas e divertidas. Por conta de uma forte chuva, o terraço ficou para a próxima mas, em compensação, o auditório ficou lotado para o bate-papo sobre as relações comerciais na era da economia compartilhada. Participaram do debate a deputada estadual Priscila Krause e o vereador Jayme Asfora. A mesa contou ainda com a participação de Alcides Nicéas Pires, representando o presidente da Assespro, Italo Nogueira, e José Cláudio Oliveira, presidente do Softex Recife. O presidente do Seprope, Gerino Xavier, recebeu os convidados e mediou a conversa.

Dentro do tema economia compartilhada, o aplicativo Uber e seus similares ficaram em destaque. Para Jayme Asfora, fenômenos como esse, disruptores na economia, devem ser debatidos exaustivamente. Do ponto de vista da legalidade, Priscila Krause chamou atenção para o fato de que a não regulamentação sim é perigosa.

Logo após o debate, convidados e público, formado por empresários e executivos da área de TI, participaram de um coquetel bastante animado. O presidente do TiPE, Gerino Xavier, e o diretor executivo, Pedro Bruere, querem fazer do “Papo no Terraço” uma oportunidade de discussão de temas de interesse dos empresários, além de também gerar networking entre as empresas, impulsionando, assim, o crescimento do setor. A próxima edição será confirmada em breve.

ilustraçao-principal

Pedro Bruere, diretor executivo, e Gerino Xavier. Foto de Divulgação: Roberto Pereira

Entidades de TI fazem pesquisa conjuntural sobre o setor

ilustraçao-principal

Recentemente, o Seprope reuniu empresários e a imprensa para apresentar os resultados da primeira sondagem conjuntural sobre o setor pernambucano de TI. O estudo traz um panorama da atual situação das empresas e as expectativas de mercado para os próximos meses. Realizada em parceria com as entidades Assespro PE e Softex Recife, a pesquisa será realizada trimestralmente, sempre trazendo uma análise dos meses futuros e dos antecedentes.

A ideia, segundo Gerino Xavier, presidente do Seprope, é dar informações sólidas aos empresários sobre o setor, auxiliando o crescimento do segmento. “Gerir qualquer negócio sem informações é como embarcar em um ‘voo cego’. Identificamos essa carência da área e daí surgiu a iniciativa”, explica.

Para ser ainda mais precisa, a pesquisa, executada por Diogo Bezerra, professor de economia da Universidade Federal de Pernambuco, cobre aspectos como situação dos negócios, volume de vendas, faturamento, preços, mão de obra, limitação à melhoria dos negócios e acesso ao crédito.

A sondagem, que será aplicada em amostras diferentes do total dos associados das três entidades, a cada realização ainda exclui empresas de telemarketing e telecomunicação. “Queremos que os dados sejam seguros, fiéis ao setor de TI. Tirando da pesquisa esses ramos, não há máscaras nos resultados”, diz Gerino.

Entre os dados reveladores da sondagem iniciada em junho deste ano, cobrindo o trimestre anterior ao mês e identificando as expectativas para julho, agosto e setembro, está o fato de que, da amostra analisada, 64,2% consideram esta época no ano ruim para os negócios. Apenas 3% a classificam como boa. Mas as perspectivas melhoram quando se desconta a influência sazonal. Assim, para os meses seguintes, 40,3% das empresas apostaram que a situação dos negócios melhorará, outras 40,3% que a situação permanecerá igual, sem baixas, e apenas 19,4% que haverá diminuição.

A ideia é que os resultados obtidos formem um quadro para que o setor compreenda seu desempenho passado e suas perspectivas futuras. Para uma melhor análise por parte das empresas, os dados serão integrados em um boletim trimestral e outro anual que o Seprope enviará a todos os associados. “Tendo esse panorama em mãos, os empresários podem avaliar, por exemplo, se sua empresa está obtendo um resultado abaixo do esperado pelo mercado, podendo decidir, dessa forma, se vale a pena aumentar ou não o valor de determinados serviços, qual o momento certo para fazer investimentos… Os benefícios são enormes”, afirma o presidente do Seprope.

E tem mais: segundo Gerino Xavier, adicionalmente à pesquisa direta aplicada nas empresas, a iniciativa ainda agrega dados relativos ao faturamento do setor e à sua geração de emprego. “Esses dados são abordados por meio de informações indiretas obtidas em fontes que pesquisam essas variáveis. A arrecadação do ISS pela Prefeitura do Recife é tomada como uma variável Proxy do faturamento do setor, enquanto que o emprego formal gerado se obtém com base nos dados da CAGED”, explica