Negócios

Para ter vez tem que ter voz

O setor de TI deve se unir para influenciar nas decisões do Executivo, Legislativo e Judiciário

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Benito ParetBenito Paret
Presidente do Sindicato das Empresas de Informática do Rio de Janeiro


Reclamações sobre a falta de uma política de fomento à tecnologia nacional, excessiva carga tributaria, inexistência de um programa de compras públicas, ações que concorrem com a iniciativa privada, falta de crédito com taxas compatíveis, são algumas das reclamações que mais se escutam de nossos empresários.

Todas as reclamações, em maior ou menor grau, são realidades que enfrentamos no dia a dia das empresas, principalmente as de menor porte. Assistimos sistematicamente a “incentivos” para os grandes grupos que, por seu porte, são capazes de sustentar lobbys poderosos que atuam em todos os níveis.

Esta realidade é desanimadora de um lado, mas desafiadora por outro. Percebemos claramente que somente através da UNIÃO conseguiremos influenciar nas decisões do Executivo, Legislativo e Judiciário. Alguns podem argumentar que não temos os instrumentos para aglutinar nossas forças. Em realidade eles existem, mas apenas por desconhecimento ou incredulidade, não são prestigiados pela grande maioria.

Os Sindicatos Empresariais são os fóruns adequados para que, através do debate construtivo de todos, independentemente de seu porte, participem e se mobilizem para reivindicar e pressionar buscando as conquistas tão almejadas.

O Portal de Software Público continua sendo incentivado pela SLTI do Ministério do Planejamento, sem atender nossos protestos decorrentes dos “privilégios” gerados. O CERTICS grande esperança para as empresas que desenvolvem tecnologia nacional, se afogou num “academicismo inconsequente”, apesar de nossos alertas sobe sua inviabilidade.

Assistimos a mudança dos critérios aprovados em Projeto de Lei pela Câmara dos Deputados para o recolhimento das contribuições patronais do setor de Tecnologia da Informação, conquista obtida pouco tempo atrás, e suprimida em nome do equilíbrio fiscal. Em contrapartida, vimos alguns setores, que não contribuem com o desenvolvimento tecnológico, nem com inovações tão necessárias para o nosso desenvolvimento, serem “privilegiados” com a manutenção das alíquotas diferenciadas.

Depende de nossa consciência quanto à necessidade da mobilização em torno dos Sindicatos, legítimos representantes do setor empresarial, para que com sua VOZ tenhamos VEZ nos decisões nacionais. A palavra, com os empresários.