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Setor de TI faz balanço de 2015 e do que está por vir

Entidades se encontraram em evento do TI Rio e debateram questões em matéria exclusiva para a TI Maior

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Num ano de instabilidade política e econômica, é natural que muitos setores recuem. Portanto, mesmo com o atual cenário e as taxações em alta, a área de TI conseguiu passar bem pela crise.

Prova disso é que, nesta edição da TI Maior, entrevistamos nomes importantes do setor durante o evento de fim de ano do Sindicato das Empresas de Informática do Estado do Rio de Janeiro – TI Rio, realizado no dia 7 de dezembro de 2015 no Clube Ginástico Português, Centro do Rio de Janeiro.

Em pauta, como foi o ano que passou para empresas e entidades e as perspectivas para este ano, que terá um grande evento capaz de gerar ainda mais negócios e oportunidades para o ramo: as Olimpíadas.

CONFIRA NOSSAS ENTREVISTAS PARA ESTA EDIÇÃO DA TI MAIOR:

Benito Paret, Presidente do Sindicato das Empresas de Informática do Rio de Janeiro – TI Rio

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Benito Paret

O ano de 2015

“O nosso evento deste ano da TI Rio confirma que o Rio de Janeiro tem um lugar de destaque. Confirma, também, a nossa postura, a nossa inteligência e a nossa saída para a crise. Depois de 2015 queremos afirmar, hoje, que o Rio possui esse papel e que refizemos a história da informática no Estado. Somos protagonistas desta história e por isso, estamos aqui, comemorando esse protagonismo”.

O que vem pela frente

“Assim, com união, temos uma condição muito melhor de enfrentar o que vem pela frente, através da nossa capacidade de liderança e com todos os parceiros que temos. Fico feliz em poder contar com todas essas entidades presentes. Tenho certeza de que este ano o Rio de Janeiro vai mostrar que fez história e ficará numa posição ainda melhor”.

Sergio Rosa, diretor de tecnologia do IRB Brasil

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Sergio Rosa

Resseguro para TI cresce no país

“Na área de resseguro para TI, não foi um ano ruim: o Brasil é um país sem catástrofes e a prática do seguro tem aumentado. Logo, foi um bom momento, com alguns sistemas novos na área do resseguro sendo implantados e a clientela usando mais a computação com as facilidades do mobile. Este setor, especificamente, não tem a ver com a crise econômica, pois tem crescido muito. Isso num lugar onde pouco existia esse tipo de mercado”.

O fim da Lei do Bem e a falta de incentivos ao setor de TI

“Quando a gente fala de Lei do Bem, sabe que foi uma lei feita para incentivar certos setores durante um período. Sabíamos que ia acabar. Já sobre a tomada de decisão de mudar a tributação não acompanhei, mas confesso que não gostei de tirarem os incentivos da área de TI. Na minha área e na relação com meus funcionários, isso ainda não teve impacto”.

2016 diante de uma política instável

“O impeachment é um golpe sobre a Constituição. E o que pode acontecer com um golpe? Já vi muitos golpes na minha vida, e todos foram horríveis. Acredito mais nas instituições e na manutenção da democracia. Não existe crime, existe uma crise política e econômica. Isso se enfrenta com negociação e acordos. Para 2016, vamos ter um ano bom no Rio de Janeiro, pois um evento como as Olimpíadas vai gerar empregos e demandar tecnologia. A área de TI vai ter muito para trabalhar e, obviamente, isso vai somar no país como um todo. O Rio vai fazer a sua parte e vamos ver se, dessa forma, ocorra uma sinergia que reverta esse descrédito que o país enfrenta”.

Márcio Girão, presidente da Fenainfo

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Márcio Girão

2015, um ano de equívocos para o setor

“Durante o planejamento estratégico da Fenainfo, alguém falou que estamos vendo um filme de horror. Uma série de medidas de contenção da crise afetando o nosso setor. O que é um contrassenso, porque o setor de TI é o insumo básico para sair da crise. Somos nós que afetamos a produtividade positivamente nas empresas, construímos a eficácia. O país, hoje, não precisa aumentar os impostos, mas sim a produtividade. Foi um ano de equívocos do setor público em relação à TI. A desoneração da Folha de Pagamento, a questão que está sendo colocada agora do PIS e do COFINS, um aumento brutal e que vai gerar muito desemprego e o fim da Lei do Bem, além de muitas outras medidas que afetam negativamente o setor, que ainda sofre com a falta de incentivo”.

E como fica 2016?

“O ponto de vista positivo para este ano é que a Fenainfo está fazendo um planejamento estratégico com todos os sindicatos do país, o que há muito tempo não era feito. Isso vai gerar um movimento mais unificado para os sindicatos proporem medidas para o desenvolvimento do setor e, consequentemente, para o país. Algumas ações foram definidas, como a maior colaboração entre as entidades, a participação dos sindicatos, a nossa revista, a ampliação da representação em Brasília, o que obviamente aumentou a nossa participação política. São ações que hoje foram consolidadas”.

A TI e o Governo

“Não considero que a tecnologia tenha sido esquecida pelo governo. No momento em que as vagas estavam menos magras, o setor de TI foi ampliado, a Finep ampliou, a Faperj também. Temos propostas de Códigos de Ciência e Tecnologia: a Lei da Inovação trouxe importantes subvenções, a Finep está pegando cerca de 3 mil projetos de cada uma delas. Houve uma mobilização do setor. O problema é que, com a crise, isso não tem continuidade e o processo é interrompido, você esmaga um castelo de areia. Nós ainda não colocamos alvenaria e qualquer sopro negativo levará o projeto abaixo”.

John Forman, diretor de Relações Institucionais da Fenainfo

Um ano difícil para a TI, mas que vai ser superado

“Foi um ano de desafios: começou com todos acreditando que seria um ano não muito diferente dos outros. Mesmo com o setor de TI sempre crescendo, 2015 terminou muito diferente e estamos sem saber ao certo o tamanho do negativo, o que ainda deve ser apurado. Estamos terminando o ano apreensivos, pois as expectativas positivas não se confirmaram, pelo contrário. E estamos vendo todas essas incertezas econômicas e políticas. Portanto, ainda não dá para ter um cenário seguro de como vamos superar, mas o que importa é que sempre vamos superar. São ciclos, já estivemos em crises antes, mas temos que persistir. Mas no momento ainda não vemos uma luz no fim do túnel de uma forma uniforme”.

A TI em 2015

“A principal questão é que o setor específico de desenvolvimento de software e TI continua não sendo bem compreendido para quem está de fora dele. Se discute muita coisa em volta, tivemos avanços como o Marco Civil da Internet, existe uma discussão em torno dos crimes cibernéticos e planos de banda larga. Dentro disso, permeando agora todos os setores, existe a parte de software, que é a de inteligência. É algo que as pessoas que não lidam com isso no dia a dia compreendem. Por isso, não conseguem lidar de uma forma apropriada. E a gente está vendo que o setor está no bolo de todos os temas de reforma econômica e aumento de tributação. O setor não está sozinho, mas a gente se ressente porque a TI é uma saída para superar a crise. E não vemos apostarem no setor. Vemos a crise, o aumento de impostos e ficamos preocupados, pois o setor está diminuindo e muitos postos de trabalho vêm sendo fechados. O que a gente queria era estar contratando e expandindo os negócios”.

Impeachment emperra desenvolvimento da TI

“É uma questão complicada. Existe muita discussão sobre o impeachment, mas muitos não percebem o que está em jogo. Tem uma razão pelo o qual o processo foi iniciado, seja por uma questão de condução de política econômica, mas pouca gente entende a complexidade do momento. O problema maior é que todos estão disputando e o país parado. A gente torce para que isso seja resolvido o mais rápido, pois todos perdem com esta espera”.

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John Forman

Projeções para 2016

“Como disse, a crise vai passar. Não tenho dúvidas. Estou torcendo para que em 2016 a gente tenha revertido essa expectativa, assim como em 2015 começamos apostando que o ano teria um resultado positivo. Agora, enquanto muitos acreditam que será mais um ano perdido, tomara que termine de uma forma positiva”.

Alberto Blois, diretor-executivo da RioSoft

Projetos da Riosoft continuam a todo vapor

“O ano de 2015 foi particularmente difícil e desafiador. O setor de TI sofreu bastante e, no Rio, é muito contundente que, quando a crise chega ao setor de petróleo e gás, não tem como fugir. Portanto, a gente sabe que não tem como superar uma crise sem uso intenso de tecnologia. É aquela velha história de crescer na crise, trabalhando as empresas, promovendo acesso ao mercado e as tornando mais competitivas. No final das contas, o que o empresário quer é geração de negócios. A gente entende que uma empresa saudável e sólida, mantendo e aumentando seu quadro, vai somar. Esse é o sentido da Riosoft: fortalecer as empresas. E isso a gente faz através de programas de mentoria, de acesso a mercado, de busca de parceiros. Os recursos estão escassos, mas estamos tentando manter nossos projetos no ar, com muito esforço”.

Um ano de Olimpíadas. E oportunidades

“Vamos ter as Olimpíadas na cidade, o que vai atrair mídia. É uma oportunidade das empresas se posicionarem e mostrarem suas competências e, claro, gerar negócios. A Riosoft tem uma articulação importante com o Governo do Estado, participando da Casa Brasil, o que atrai cada vez mais investidores internacionais para se unir aos empresários brasileiros. Nem todo mundo é capaz de gerar negócios e se beneficiar diretamente das Olimpíadas, mas todo mundo é capaz de se beneficiar de um evento deste porte”.

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Alberto Blois

A Riosoft em 2016

“Em 2015, o principal projeto foi o de mentoria para fortalecer as empresas. Oferecemos esse apoio de graça paraa pequenas empresas a grandes, de outros setores que estão em situação de TI em diversas áreas diferentes, como gestão, internacionalização, comercial. Temos vários mentores cadastrados na Riosoft e posso dizer que foi o nosso grande projeto, funcionou muito bem, vamos dar continuidade em 2016. Além do programa de mentoria, vamos lançar o projeto Selo Rio, que vai estar em total sinergia com o projeto Made in RJ do Governo do Estado. É uma forma de fazer com que, principalmente as pequenas empresas, tenham um argumento comercial e de mercado mais sólido e competitivo, o que com certeza faz toda a diferença na hora de fechar um negócio”.

Momento de instabilidade política

“Nessa situação toda que o Brasil está vivendo, não somente o Rio de Janeiro, mas o Brasil, precisa voltar a funcionar. Isso é prejudicial, pois todos só pensam nisso. Independente de A OU B, isso precisa se resolver rapidamente”.

Cezar Vasquez, diretor-superintendente do Sebrae-RJ

2015: um ano difícil, mas com caráter empreendedor

“Foi um ano difícil para todo mundo. O Rio de Janeiro sofreu um pouco mais por causa da questão relacionada ao mercado de petróleo. Porém, mesmo em recessão, a cidade tem sempre surpreendido no setor de TI, com muito conhecimento, inovação e criatividade. Mas, numa crise, é um caminho que não é fácil trilhar. E, ao mesmo tempo, você tem todo o reposicionamento de mercado: tem empresas que pensam numa forma de fazer mais fácil algo que antes ficava inviável. E quem possui conhecimento e criatividade, na área de TI, leva vantagem”.

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Cezar Vasquez

O atual momento político

“O que precisamos no Brasil é ter uma solução. Compartilho que foram cometidos muitos equívocos recentemente e, assim, mais do que nunca precisamos de um terreno firme para seguir adiante, especialmente para os empreendedores e investidores”.

Perspectivas para 2016

“As expectativas foram mais otimistas para 2016, mas também tem gente falando que em 2017 isso seja superado. O Rio tem uma vantagem em um aspecto específico que é o fato de ser o local onde será realizado o evento, isso movimenta um segmento da economia do Rio. Mas não sei se é suficiente para abarcar tudo, já que o setor do petróleo passa por um momento muito difícil, com investidores se retraindo. Isso representa mais de 20% da economia do Rio. Então, achar que isso vai se resolver exclusivamente pela via do turismo não é coerente. De qualquer forma, conseguimos emplacar oportunidades para que empresas pequenas sejam fornecedoras para os Jogos Olímpicos”.

Oportunidades para o setor

“O Sebrae atendeu mais de 200 mil CNPJs no Rio de Janeiro, sendo que 100 mil pela segunda vez. Fizemos mais de 16 mil via serviços tecnológicos, pelo Sebraetec. O Brasil inteiro fez uma reforma tributária para a pequena empresa, o que é uma vantagem para quem quer empreender. O desempregado tem que manter a família e, se tem algum recurso, acaba buscando abris o próprio negócio. E tem uma característica do Rio muito interessante: a cidade sempre teve uma taxa de renda das famílias não dependentes do trabalho principal maior do que o resto do país. Ou seja: o carioca se vira, pega o dinheiro e faz algo temporário. É mais negócio empreender perto da sua casa e ter um bom rendimento do que se deslocar e ganhar um salário menor. Faz bem para a cidade”.

Ladmir Carvalho, fundador da Alterdata

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Ladmir Carvalho

A crise que se vence com planejamento

“Foi um ano difícil para as empresas e o país. Mas para nós, da Alterdata, não sei se para as outras empresas, a situação está caminhando bem. Estamos com 1.110 pessoas hoje na empresa e no ano que passou crescemos 22%. Um crescimento acentuado para um momento de crise. Isso foi possível porque, de três an
os para cá, a empresa se reiventou completamente, criou novos produtos e métodos de vendas/ serviços para compensar uma perda que poderia acontecer. E isso foi acertado, pois nosso índice de inadimplência aumentou, a perda de clientes foi maior. E estamos conseguindo passar por esse momento com êxito”.

A Lei do Software Livre

“Essa questão da mudança das leis pode prejudicar as empresas que estão menos organizadas e que possuem funcionários PJ. Nós não temos esse problema, pois 100% dos funcionários são CLT. As companhias devem repensar os seus negócios porque muitas delas têm um processo de remuneração de pessoas no custo do seu produto, então, ela não consegue repassar para o cliente, o que torna uma situação bem complicada”.

Impeachment

“Acho que não afeta nada. O cenário do jeito que está não é o presidente que define, o contexto é muito maior. A expectativa é que esse quadro não mude até 2018, segundo bancos de investimento, economistas”.

“2016 com o pé no acelerador”, diz Ladmir

“Lá na Alterdata continuamos com metas ousadas, com o pé no acelerador. Em 2016, queremos continuar crescendo na casa dos 20%. A empresa tem 26 anos e durante 24 crescemos de 20% a 30% ao ano. Então, seu crescimento continua acelerado. O que pretendo para este ano é aumentar a oxigenação do cliente, colocar mais clientes para dentro do que fizemos em 2015. Queremos manter essa curva, o que não deve ser uma tarefa fácil. Para que isso aconteça, estamos adquirindo outras empresas, para que a Alterdata não cresça apenas de forma orgânica, mas através do faturamento de outras. Para isso, fundamos recentemente uma Universidade Corporativa que oferece treinamento aos clientes. Isso vai ser uma frente muito importante pois muitos empresários precisam de informações. Uma empresa de informática como a nossa que trabalha com gestão tem um conhecimento acumulado muito forte. E isso pode ajudar com que o cliente saiba passar por um momento difícil como este que o Brasil vive”.

Angela Costa, vice-presidente da Firjan

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Angela Costa

2016 pede superação

“2015 foi um ano difícil de adaptação não só para o setor de TI, mas para todos. Há muito tempo não se via uma crise como essa, que falo com propriedade que a minha geração já assistiu. É um momento que estamos em constante adaptação e aprendizado para passar por 2016, que também sei que não será fácil. Mas temos a esperança de que vamos conseguir realmente, com muita força, empreendedorismo e inovação, superar todo esse cenário”.

Ivo Birckholz, presidente do SEPIJ – Sindicato das Empresas de Processamento de Dados e Informática de Joinville

Sindicatos sofrem com problemas políticos

“Foi um ano completamente atípico por causa do tumulto junto aos nossos governos. E isso afetou todos os sindicatos, sendo que o nosso não é exceção. Sofremos no passado e e no presente, pois o cenário é de incerteza total do que vai acontecer. Isto é um problema para quem administra os sindicatos, de uma forma geral”.

Lei do Software Livre

“A intenção da Lei do Software Livre é boa. Mas não está atendendo como deveria. Isso é um assunto que estamos olhando, na Fenainfo, muito de perto para que essas leis saiam de um jeito que atendam realmente toda nossa comunidade”.

Impeachment fora de hora

“O impeachment está impróprio neste momento. Não é esta a solução. Que o governo tem que mudar, isso ninguém tem dúvida. Mas não da maneira que estão querendo. Isso não vai ajudar em nada o país”.

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Ivo Birckholz

2016, um ano que continua temeroso

“Na nossa cidade existe uma perplexidade completa, muitas empresas fechando as portas. A realidade é que você não sabe o que vai acontecer amanhã. A situação está muito caótica para o nosso lado. Eu acredito que nos próximos dois anos não vai acontecer nada. Vamos ter que administrar o que está vindo por aí e rezar para que pessoas de bom senso venham nos ajudar neste momento complicado”.

Armando Clemente, diretor do Sebrae-RJ

A TI e a crise

“Apesar da crise, a TI sofreu menos porque ela é uma atividade transversal a todas as outras da economia. Não existe nenhum serviço de engenharia e comércio sem o uso da ferramenta da TI. A crise política é dada e vai afetar qualquer atividade, mas aparecem oportunidades e a ferramenta TI se sai bem. Por exemplo, se tiver eleição, você tem todo o trabalho de fazer as urnas eletrônicas funcionarem”.

2016, o ano da virada

“Com certeza o jogo vai virar. O mundo inteiro vai estar na cidade do Rio de Janeiro, que vai precisar da TI. Para o Sebrae, historicamente temos uma parceria com a Riosoft e a Assespro. São parceiras que têm uma atividade muito importante no desenvolvimento da TI”.

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Armando Clemente

Fernando Câmara, assessor parlamentar da Fenainfo

A Fenainfo com o pé em Brasília

“A assessoria parlamentar da Fenainfo busca fazer com que os parlamentares discutam o Marco Regulatório. Hoje, o setor tem que ter um isso para poder ser definida a orientação fiscal, já que presenciamos uma guerra fiscal entre diversos segmentos, e as condições dos trabalhadores. Precisamos definir como a classe trabalhadora da TI está competindo em relação ao resto do mundo. A Fenainfo é reconhecida e as pessoas sabem mais sobre o nosso setor. Porém, por conta desta instabilidade política, nada está sendo realizado ainda”.

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Fernando Câmara

Edgar Serrano

Um ano de fragilidade no setor Rio Grande do Sul

“Para o nosso setor no estado, 2015 marcou uma economia muito frágil e declinando. Tivemos a má notícia do aumento do INSS e isso nos deixou preocupados, pois o país, além de estar alta da inflação, vê seus contratos sendo negociados por IGPM ou sem nenhum ajuste, ou até mesmo reduzindo os valores. A inflação marcou 10,33% e o IGPM não chegou a 5%, com redução de receita, aumento de despesas e negociação coletiva difícil”.

Instabilidade política para a economia

“O impeachment é uma forma que a sociedade está entendendo como resolução dos problemas da crise política, pois temos o PMDB e o PT brigando. O Brasil parou de trabalhar, mesmo com um potencial econômico gigantesco. Se nossos dirigentes estão preocupados em colocar o outro na cadeia, enquanto denúncias aumentam, e querem continuar no poder, as coisas não andam. A sociedade sabe que não vai entrar um salvador da pátria, mas o Brasil tem um potencial enorme, uma vez que, resolvidos os problemas políticos, a economia vai decolar novamente e conquistaremos novamente a confiança do investidor”.

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Edgar Serrano

2016: um ano de desafios

“Vejo para 2016 um ano de grandes desafios: os impostos vão aumentar ainda mais. O Brasil está em um desarranjo completo na economia e querem compensar este problema com impostos, o que só vai agravar a situação. A crise política precisa se resolver, pois é uma das maiores já vividas na história. Já sobre as Olimpíadas, acredito que o evento não deva gerar riqueza, assim como falavam dessa possibilidade na Copa. Vai gerar prejuízo. Para a TI não vai gerar riqueza. Se gerasse, duas ou três empresas de TI no mundo iriam captar. Para este ano, creio que a importância do trabalho que a Fenainfo e o seu presidente Márcio Girão fizeram de reunir os sindicatos e criar uma pauta nacional de defesa das empresas brasileiras vai aglutinar forças e elaborar uma pauta que faça a diferença”