Artigo

Petrobras analisa a importância do Software Profissional no Brasil

comente:

, ,

O Brasil está bem posicionado no setor de TIC em geral, ocupando hoje a sétima posição no mercado mundial de TI, e a primeira posição na América Latina, com investimentos estimados pelo IDC em 60 bilhões de dólares em 2014, dos quais pouco menos da metade na linha de Softwares e Serviços. Temos mercado consumidor, tanto na linha de consumo doméstico quanto na linha empresarial, temos algumas dezenas de boas universidades e faculdades que colocam no mercado, anualmente, milhares de engenheiros de computação, engenheiros de sistemas e analistas em empresas de diferentes portes atuando nesse segmento.

No setor de Software Profissional a atuação é muito diversificada, passando por pequenas empresas que exploram segmentos de nicho como simuladores, softwares de engenharia e segurança até grandes companhias, que produzem softwares de gestão empresarial de excelente qualidade e fábricas de software sob medida com centenas de desenvolvedores. Também observamos um crescente número de empresas startups e incubadas gerando software, em um movimento semelhante ao que ocorre nos principais polos tecnológicos mundiais e algumas iniciativas embutindo conhecimentos específicos de domínios como Engenharia, Geologia, Educação, Segurança e outros em sofisticadas soluções de software.

O mesmo estudo do IDC apontou que o mercado de software no Brasil movimentou, em 2014, cerca de USD 11,5 bilhões, mas destes apenas 22% em produtos desenvolvidos no país e menos de 2% voltados para exportação. Até recentemente, exportar software não era trivial, além da questão do idioma havia complicadores típicos de uma operação de exportação tradicional, como revendas e suporte local. Estas barreiras estão sendo eliminadas com o uso da Computação na Nuvem, já que empresas de todos os tamanhos podem ofertar soluções inovadoras, a baixos custos, para qualquer cliente no planeta. Isso é bom para quem está ofertando o serviço, pois pode crescer ou encolher conforme a demanda, mas também para o mercado comprador, que resolve seus problemas com pouco ou nenhum CAPEX. E já existem boas empresas ofertando PaaS (Plataform as a Service) no país, que é a base para a instalação destes serviços.

A Petrobras utiliza software em todos os seus negócios, intensivamente. Temos investido bastante em soluções inovadoras que propiciam mobilidade às pessoas, em visualização de dados de negócios e de gestão em qualquer lugar e em qualquer dispositivo, em integração de soluções, buscando sempre uma boa experiência para o usuário com custo e segurança adequados. Também investimos em parcerias com empresas e centros de pesquisas para geração de soluções com alta agregação de valor aos nossos negócios, na linha de computação de alto desempenho, simulação e big data. Temos contratos com fábricas de software nacionais, tanto para soluções voltadas para negócio como para suporte e gestão. Por fim, existe um processo interno de Prospecção Tecnológica que nos possibilita avaliar tecnologias e soluções em estágios iniciais de maturidade visando identificar aquelas que, em função de seu potencial, devam ser consideradas para adoção em curto ou médio prazos.

Dessa forma, a lógica de seleção de soluções de software sempre busca atender os requisitos de negócio com uma correta adequação entre custo, desempenho, segurança e qualidade da solução. Buscamos, inicialmente, soluções já prontas no mercado, que em princípio permitem uma entrada em produção mais rápida, e quase sempre com menor custo.

Evidentemente que soluções do mercado nacionais são bem-vindas. Temos muitos casos de soluções nacionais em uso, tanto para aplicações nas áreas de negócio como para suporte e gestão e até mesmo para uso interno na área de TIC. Não encontrando soluções prontas, partimos para a decisão de desenvolver uma e, neste caso, a decisão de colocar numa fábrica de software já contratada, fazer um contrato específico ou desenvolver internamente se baseia nas características e requisitos do caso de negócio e da tecnologia a ser utilizada.

Fonte: Gerência de Comunicação Institucional