Intervalo

Economia Compartilhada

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Márcio Girão

 


Se alguém perguntar qual a maior cadeia de hotéis do mundo, você poderia enumerar duas ou três alternativas, por exemplo: Hilton, com 680.000 quartos em 91 países; Marriot, com 675.000 quartos em 74 países ou Intercontinental, com 674.000 quartos em 100 países.

Errado. A empresa startup Airbnb, fundada em 2008 em São Francisco, nos EUA, a partir de um pequeno site para alugar um quarto extra de seus fundadores, detém uma lista de mais de 1.000.000 acomodações em 190 países, já serviu mais de 25 milhões de pessoas e vale cerca de 10 bilhões de dólares, segundo dados de 2014. Isso tudo sem ser dona de nenhum ativo imobiliário que comercializa.

Outros exemplos similares estão surgindo no mundo inteiro desafiando as tradicionais corporações estabelecidas em seus negócios: táxis, aluguel de veículos, entre outros. Suas concorrentes são empresas que, baseadas em plataformas web, usam o tempo livre, bens subutilizados e outros artefatos de pessoas que querem dispô-los em troca de remuneração.

É o que se denomina agora de “Economia Compartilhada”.

Elas se baseiam fortemente no fenômeno multiplicador das redes sociais, tipo Facebook e Pinterest, que agregam pessoas com interesses comuns para compartilhar ideias, informações e coisas em geral. Como já é notório, o crescimento dessas comunidades é exponencial, e tem sido utilizado para concretizar essas ameaças às empresas tradicionais.
Fenômeno parecido tem ocorrido nos setores tradicionais de vendas de produtos acabados e que passam agora a serem ofertados como serviços, em geral alugados, a partir de plataformas web, tais como: software (ex. Office da Microsoft), automóveis (ex. Daimler e BMW, seguindo a pioneira Zipcar).

A maior reação das corporações até agora a esse inovador modelo de negócios tem sido a tentativa de impor restrições legais, alegando a infringência de leis e regulamentos que controlam o comércio. O lobby é forte e tem tido algum sucesso em alguns países, inclusive no Brasil.

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Mas o modelo veio para ficar e não resta às empresas buscar outro viés que não seja o de ampliar suas condições de oferta com soluções igualmente inovadoras. As cooperativas de táxis já começam a adotar as facilidades da economia compartilhada, acrescentando outras vantagens como a segurança e a capacitação de seus profissionais. Os hotéis, idem, além do seu know-how e padronização de reservas, promoção de convenções, boca a boca, entre outros.
Em resumo, a Economia Compartilhada oferece enormes oportunidades ao aparecimento de startups e cria um desafio a empresas tradicionais para investir em inovações usando meios e tecnologias similares, em particular as de informação.

Qual a linguagem de programação mais popular?

(Notícia exclusiva para os aficcionados!)

Uma recente pesquisa do conceituado site para programadores StackOverflow (http://stackoverflow.com) traz uma surpresa revelando, após consultar 25.000 desenvolvedores de software, que a linguagem de programação mais usada no mundo, hoje, é o Javascript, ocupando o primeiro lugar em 54,4% das respostas. Deixou comendo poeira o SQL (48%), o Java (37,4%), o C#(31,6%) e o PHP(29,7%).

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É a força do HTML5 e dos produtos que estão em franco crescimento, Node.js e AngularJS.