Editorial

Terceirização em debate: precarização ou solução?

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Depois de tramitar por mais de dez anos na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 4330/2004 finalmente foi aprovado em seu texto-base. Debaixo de protestos de uns e torcida de outros, o projeto de lei, que autoriza a terceirização de serviços em todos os setores da economia, inclusive das atividades fim das empresas, promete desenvolver ainda mais os diversos setores do TI. O PL foi trazido para votação pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB – RJ), e sua aprovação se deu por 324 votos a 173. Na opinião do presidente da Fenainfo, Márcio Girão, a aprovação do PL, que ainda seguirá ao Senado para ser votado nos detalhes, permite a expansão de diversas atividades das empresas nacionais de tecnologia. E é na matéria de capa sobre terceirização que especialistas, políticos e representantes de entidades do setor, incluindo o diretor de Relações Institucionais da Fenainfo, John Lemos Forman, debatem o tema de forma ampla e objetiva: a terceirização é a precarização ou a solução para o setor tecnológico do país? Leia.


CIBERGUERRA
Outro tema que merece sua devida atenção é a ciberguerra e como a segurança da informação deve estar preparada para evitar os ataques das chamadas gangues cibernéticas. Considerada por muitos países como a principal ameaça à segurança nacional, a guerra cibernética vem sendo tratada também pelo Governo Federal como crucial na defesa dos dados governamentais. Confira a reportagem especial sobre o assunto, além da entrevista com Luiz Eduardo Improta, que possui mais de 23 anos de experiência na área de segurança da informação.


Ainda no mesmo tema, o CEO da Dinatech Brasil, Vincenzo Di Giorgio, aborda, através de um artigo para a revista, como efetivamente uma empresa pode mudar a forma de pensar a segurança da informação. Para o engenheiro, implementar ações eficazes pode ser mais simples do que se imagina. Entre os princípios fundamentais estão o da confiabilidade, autenticidade, integridade, disponibilidade, legalidade e auditabilidade.


 Já a advogada Cândida Machado elaborou um artigo muito interessante sobre as políticas de proteção às pessoas portadoras de deficiência. Os primeiros dados remontam da década de 80, mas somente há pouco tempo as empresas começaram a dar atenção ao tema. No artigo, ela aborda o assunto sob a ótica do segmento de TI, onde os desafios dobram porque a maior carência de profissionais está na área técnica, em que algumas ocupações poderiam ser totalmente adaptadas para as pessoas portadoras de deficiência. Ela fala sobre como as entidades de classe, como o TI Rio, podem desempenhar um papel de diferença para suas empresas associadas.


Para terminar, dois temas de extrema relevância: Luiz Alfredo Salomão, coordenador-geral da Escola de Políticas Públicas e Governo da UFRJ, fala sobre como a Base Industrial da Defesa deve evoluir no país. E na seção Intervalo, o assunto é Economia Compartilhada, modelo que veio para ficar e que tem mexido, e muito, com os pilares das mais diversas empresas. Ou seja, com ou sem crise, as empresas devem buscar inovar e pensar fora da caixa, já que esse tipo economia gera enormes oportunidades ao aparecimento de startups e cria um desafio a empresas tradicionais para investir em inovações usando meios e tecnologias similares, em particular as de informação.


A TI Maior é uma publicação da Fenainfo e tem como principal objetivo discutir o cenário político da tecnologia da informação. Com entrevistas e artigos exclusivos, a revista pretende ser um objeto de compartilhamento entre as partes interessadas. Dessa forma, sua participação é fundamental. Faça parte da nossa revista através de comentários, opiniões e sugestões. Contamos com cada um de vocês!


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