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Futurecom completa 17 anos e traz novidades

Presidente do evento, Laudalio Veiga Filho, fala sobre temas polêmicos da TI e de sua evolução

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A marca do evento Futurecom

O Futurecom começou a sua trajetória há 17 anos, inicialmente voltado para o debate da área de Telecomunicações. Hoje, o evento, que ocorrerá entre os dias 26 e 29 de outubro no Transamérica Expo Center, em São Paulo, consegue se mostrar cada vez mais abrangente. Quem garante é o presidente da Futurecom, Laudalio Veiga Filho.“A cada ano, sempre damos um passo à frente. O evento cresceu muito desde as suas primeiras edições, principalmente devido à evolução do mercado e da própria tecnologia. A convergência tecnológica faz com que hoje em dia não seja possível mais separar as telecomunicações das tecnologias da informação e também, mais recentemente, da própria internet. Como o evento sempre está alinhado com o mercado e as últimas tendências tecnológicas, esta evolução acabou sendo muito natural”, adianta.

O propósito do Futurecom 2015 é reunir as forças do mercado e oferecer a empresas e profissionais participantes um ambiente estimulante para o desenvolvimento de negócios e networking.

Portanto, Laudalio Veiga Filho destaca a crescente importância dos temas relacionados às TICs. “Temas-chave do Congresso são, por exemplo, Cloud, Big Data, Analytics, Segurança, Internet das Coisas. Tudo isso são vertentes da TI que, se estão muitas vezes diretamente relacionadas e até mesmo dependentes do próprio segmento de Telecomunicações, acabam por criar um ecossistema muito diversificado e com uma demanda de mercado cada vez maior”, explica.

Segundo o presidente do evento, muitas são as oportunidades para as empresas expositoras. “Costumo dizer que no Futurecom o mercado se encontra. Mais do que isso, é uma verdadeira plataforma de negócios. Não é somente uma oportunidade do setor se mostrar ao mercado mas, sobretudo, um ponto de encontro com os clientes corporativos e empresas brasileiras compradoras de tecnologia que, na verdade, são todas. Uma empresa moderna, seja de qualquer setor, precisa ser competitiva e contar com tecnologia e comunicações envolvidas no seu negócio” observa ele, acrescentando ser cada vez mais notável a participação do público corporativo, especialmente dos responsáveis das decisões estratégicas e tecnológicas das companhias. “Somente no ano passado contamos com a participação de 1500 clientes corporativos de várias vertentes do mercado brasileiro. Este ano, além do programa para os CIOs de grandes companhias nacionais, apresentamos o conceito Empresa Conectada e contamos com um programa focado na participação dos altos dirigentes das companhias que querem comprar tecnologia”, completa.

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O evento acontece em São Paulo e tratará de temas como Big Data, Cloud, entre outros

Empresas precisam de se adaptar aos novos tempos e acompanhar as tendências que ocasionem em melhores resultados

Outro ponto levantado na entrevista foi o fato de que as empresas se preparam cada vez mais para atender um público conectado e exigente. Para Laudalio Veiga Filho, as empresas devem evoluir tecnologicamente para receber as novas gerações e suas diferentes formas de trabalhar. “As companhias podem aproveitar muito das vantagens de se ter a visão das novas gerações. Porém, é importante ter certeza de que as tecnologias e as pessoas estão a serviço dos interesses da empresa e trazer maior comodidade para as pessoas, mais agilidade e inteligência nos processos e, no final, melhores resultados. O conceito de mobilidade tem trazido isso, mas é preciso cuidado para que tais vantagens não se tornem um escapamento de produtividade dos profissionais”, ressalta.

O evento sempre apresenta novidades a cada edição. Este ano, o esforço está em trazer uma maior participação de decisores corporativos e altos responsáveis de órgãos públicos municipais, estaduais e federais que cuidam do gerenciamento de TI e Telecomunicações nos seus organismos. “Além do Empresa Conectada, parte dos expositores apresentará novidades de seus portfólios de produtos e serviços. Destaco as relacionadas com a Mobilidade e a Internet das Coisas”, diz.

Clique aqui e veja os painéis.

As novatas também terão vez: o Futurecom 2015 apresentará, mais uma vez, a Startup Session. Em parceria com a Startup Farm, revelará um conjunto de startups brasileiras com soluções inovadoras. Essas apresentações serão submetidas a uma apreciação de experientes jurados e premiará a vencedora.

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O presidente do evento diz que os participantes poderão conferir novidades em sua décima sétima edição

Presidente do evento analisa polêmico cenário político brasileiro de TI

E, quando o tema é o atual momento político na área de TI, Laudalio Veiga Filho diz ser otimista. “Os números evidenciam essa mesma realidade positiva. Apesar de uma certa instabilidade política que acaba afetando a macroeconomia nacional e gerando algum clima de imprevisibilidade e desinvestimento geral, vejo que o setor continua crescendo em ritmo superior ao próprio PIB nacional. Em alguns casos, algumas empresas tecnológicas contam com crescimento exponencial”, analisa Laudalio Veiga Filho. Segundo ele, existem razões muito lógicas para isso. “Toda a crise potencializa a necessidade de otimização de custos e busca de soluções mais rentáveis. Destaco, por exemplo, as soluções em Cloud: além de melhorarem a qualidade de armazenamento de dados, reduzem os custos de infraestrutura própria das empresas, além das soluções que possibilitam a capitalização de informações que antes não eram aproveitadas, como o Analytics e o Big Data”, completa.

Já sobre temas polêmicos como a Terceirização e o Software Livre, Laudalio Veiga Filho acredita que há espaço para a diferença. “Existem oportunidades para diversos tipos de estratégias e cabe a cada empresa identificar as que são mais vantajosas para cada caso. A Terceirização apresenta vantagens para algumas empresas, proporcionando uma maior flexibilidade e agilidade. Por outro lado, a mão de obra e o know-how próprio, sem dúvida, podem ser vantagens evidentes para outras empresas”, analisa.

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O Futurecom é um dos principais eventos do setor de TI

Em relação à questão do Software Livre, Laudalio Veiga Filho diz que ninguém pode criticar o mérito do desenvolvimento de software por empresas comerciais, nem a adoção dessas soluções por parte de empresas-clientes que optam por tais ferramentas. “Portanto, não devem ser ignoradas as medidas governamentais que visem a proteção e garantia do direito autoral de seus desenvolvedores comerciais. Contudo, não deve ser inibida a possibilidade de desenvolvimento de Software Livre, nem tampouco impedido o uso destas soluções por parte de empresas que achem conveniente este produtos de mais baixo custo. A legislação deve garantir a livre escolha por parte dos clientes, ao mesmo tempo em que deve combater a pirataria de software. Existem, hoje, vantagens significativas por parte de cada tipo de software no mercado”, conclui